Contra a tentativa de extinção da CDL
Abaixo assinado contra a tentativa de extinção da CDL visando o regresso ao seu normal funcionamento
e abertura de eventuais negociações com a CML para que seja encontrado espaço de trabalho e abertura dos Teatros Municipais à Companhia de Dança de Lisboa
http://www.PetitionOnline.com/NdespCDL/petition.html
( Clique com o rato ou Seleccione, copie e descarregue no Internet Explorer )
a proposito da notícia do "EXPRESSO" - em 14.12.01 e actuais...
Against
attempt of extinction of
Lisbon
Dance Company
which in 2009 would have 25 years since its foundation as a national and international recognized dance company.
For
the return of a place which degradation closed what was opened for 20 years to
the city, its people and its visitors.
After the disappearance of Ballet Gulbenkian, LDC is the second oldest dance company in Portuga
Visit www.cidadevirtual.pt/cdl and you will be able to know better its artistic and cultural journey.
http://www.
PetitionOnline.com/NdespCDL/petition.html,
ler artigo de opinião "
Uns dançam...outros não " -em O PÚBLICO edição de 29.12.07
A
tentativa de extinção da Companhia de Dança de Lisboa pela Direcção
Municipal da Cultura da CML
Em
nome da verdade !
e
do facto de cerca de sessenta anos depois a CDL ter sido despejada
por processos idênticas ao que foi Carlos
Botelho, o pintor de Lisboa.
Se o Executivo Camarário tinha em conta o perigo eminente de uma catástrofe, nomeadamente um incêndio, porque razão alertada pela CDL, desde 1987
para os perigos e ambiente insalubre,em que vivia o idoso homem que há cerca de trinta anos ocupava ilegalmente o espaço que serviu de moradia e “atelier da costa do castelo” ao pintor Carlos Botelho, entre os anos vinte e cinquenta do século passado, persistiu em manter a sua presença nunca se tendo importado com os alertas da CDL que em 1991 chegou a conseguir dos Serviços Sociais do Gabinete M. da Mouraria que omesmo fosse alojado num lar. Foram ao contrário do afirmado pelo Director Municipal da Cultura (DM da Cultura), efectuadas múltiplas visitas a esse espaço, o referido director foi também convidado em finais de 2005, nem resposta se dignou dar. Entre milhares de visitantes aos Andares Nobres do PMT, destaque para alguns daqueles nomes que desde 1987 foram dirigidos à referida residência.
Em
1992 o Arq. Rafael Botelho e o Vereador Eng. Rui Godinho, e várias vezes
o Arquitecto da EBHAL / EGEAC. Há um ano foi a vez do Vereador José Sá
Fernandes. No dia 21.11.07, data da
notificação para o despejo, Leonor Figueiredo do DN.
Sobre
as intenções e métodos utilizados pela CML para o ataque soes à CDL através
de uma operação planeada com a colaboração de alguma comunicação social,
destaque para a SIC Noticias e O Público que mantêm on
line as atoardas que se dispuseram a difundir para assim dar cobertura ao
golpe da D M da Cultura da CML que desta forma pode reaver o uso dos andares
nobres do P M Te
na continuação das suas verdadeiras intenções preparar o terreno para
a alienação do património municipal.
Se
dúvidas houvesse, o referido director de nome Rui Pereira, diz à SIC Noticias
entre titubeantes declarações caluniosas e imagens da casa do idoso que
felizmente o Director da CDL foi preso, ao
mesmo tempo que afasta com recurso à PM, um Jornalista que não podia aceitar
o que estava a ouvir, protesto enviado ao Sindicato da classe.
Há vinte anos e não há catorze, a CDL que tem um Protocolo válido até 2013, travou a degradação do P M T, investindo ao longo destes anos mais de 300.000 Euros na sua requalificação, para além de o ter ocupado com actividades internacionalmente reconhecidas. Contrariamente ao afirmado pelo DM da Cultura, no local, a CDL sempre cumpriu com as suas obrigações, nunca subalugou qualquer espaço e mantinha o mesmo, nas áreas da sua responsabilidade, nas melhores condições de higiene e livre de botijas de gás que desde há doze anos se encontrava canalizado pela SIMOGÁS, actual REPSOL, encontrando-se as suas garrafas no exterior, ao contrário daquelas que são referidas e que estavam na casa do , “lixeiro” de profissão que não é demais referir a CML distinguiu, uma vez que ao contrário dos bailarinos e do Director da CDL se encontra alojado com alimentação assegurada a expensas da CML. Vão alegar tratar-se de razões humanitárias, enquanto os bailarinos e o Director são tratados como párias. Ao Director têm dificultado o acesso, ao essencial dos seus bens pessoais e ao recheio constituído para além de obras de arte, milhares de Cassetes vídeo, centenas de C D's e de cerca de 15.000 livros que integravam o espólio do Centro de Documentação da Companhia.
Na residência do "lixeiro" mantêm tudo
intacto. Quanto à da CDL, foi despejada com autêntico òdio. Será que o
idoso, tratado por "guarda" ainda lá vai regressar? Ele
revelou-se de extrema utilidade
aos interesses da CML mas representa um perigo pois poderá requerer o
"uso capião". Há mais de vinte anos sem pagar qualquer
renda!... A CDL é só uma prestigiada instituição de
carácter cultural.....importante para certos senhores é importar
“Pinas Bausch” e similares e naturalmente ver subir o défice da EGEAC
e as suas contas pessoais.
O Presidente da CML e a Senhora Vereadora da Cultura, desde que tomaram posse não responderam a dezenas de contactos por e-mail e telefone,
com convites da CDL, para visitar o espaço / sede da Companhia e apresentação de um projecto destinado a envolver alunos e professores das Escolas Municipais do Ensino Básico da CML.
Preferiram
aceitar o presente envenenado do responsável pela abertura da “crise” que
enquanto SEC, optou em nunca aceitar o convite para conhecer a CDL preferindo
envolver-se com um bailarino da Companhia. Em inícios de 2006, já como
Vereador da CML recorreu
a todo tipo de calúnias, cabal e oportunamente desmentidas, para forçar o
despejo. Atoardas essas repetidas agora pelo seu / actual DM da Cultura, para
assim, sem conhecimento da verdade, ser “justificado” este desfecho.
Depois
de terem aceite adiar o mesmo, uma vez este consumado, cabe ao Presidente da
CML, Dr. António Costa, ao sabermos que o mesmo terá sido mal informado sobre
as intenções
da
CDL que aguardava início das conversações, como sinal de transparência de
processos da parte do Executivo, ao terem optado pelo recurso à força
ignorando a realidade, tomar posição diferente, nos termos do ponto dois da
Recomendação da
AM de Lisboa de 20.11.07, e determinar a reposição da CDL e seus haveres
no espaço onde legitimamente se
encontrava até 29.11.07, acautelados todos os itens de segurança,
de forma a permitir à Companhia de Dança de Lisboa prosseguir com
as suas actividades, abrindo-lhe os Teatros Municipais e cumprir os seus
compromissos, tais como, criação de bailados e seus ensaios, aulas de dança de
diferentes níveis e apresentação de espectáculos, já agendados
a nível nacional e internacional para 2008.
Se tal se justificar da parte da CML a abertura imediata de negociações tendo em vista o encontrar de um espaço alternativo para a CDL, comprometendo-se esta a aceitar,
no interesse das partes, o acordo que vier a ser encontrado.
Reportagem no Jornal
da Tarde da SIC Noticias de 29.11.2007
Antes do assalto a requalificação do PMT, e da Costa do Castelo pela
CDL
– Estava há 20 anos
-
A CDL recebeu-o em adiantado
estado de degradação ( entre 1987 e 1992
Foram
retiradas com o apoio da CML cerca de 200 pequenas camionetas de
entulho
e lixo em resultado das obras de requalificação que a CDL empreendeu
gastos cerca de 400.000 €, em 20 anos. Testemunho do Senhor Professor JAF.

A
CDL apenas mantinha o nome daquela que foi em tempos uma grande referência na
área da dança
-
imagens da porta arrombada,
pela CML, nessa madrugada.
A CDL continua, mesmo sem apoios relevantes( recebeu um total de 92.000€ do MC nos últimos 12 anos), a honrar Portugal e a cidade que lhe dá nome.
Testemunhos(2000 e 2007) em anexo.
"
Companhia de Dança na Bienal de Arte Jovem
Lisboa maravilha Barcelona "
" Apesar de coincidir com a apresentação em Barcelona do novo grupo de
Maurice Béjart, a CDL conseguiu encher a sala para a sua exibição no âmbito
da Bienal de Arte Jovem dos Países Meditrânicos que está a decorrer naquela
cidade, com a presença de 600 participantes de sete países. A actuação da
Companhia constituiu um enorme êxito. O público aclamou os bailarinos de pé
durante dez minutos..."
Isabel Gantes in Diário de Notícias 16.1
ZeebruggeBrugge90-Stadsschouwburg
500 anos do Porto de Brugge
"A
CDL move-se a nível internacional " ....
in
HET
NIEUWSBLAD-90.07.03
“....O profissionalismo,
dedicação e empenho demonstrados por todos os integrantes da Companhia de Dança
de Lisboa, ...., deve ser motivo de
orgulho para Portugal. “
Gerente
de Programação
Teatro ALFA
- São Paulo – Brasil - Junho 2004
”...Os espectáculos apresentados no Teatro Alfa nos dias 3 e 4 de junho, para um público
constituído por alunos da rede municipal de ensino e seus professores. Pela reacção positiva dos espectadores, temos a convicção
de que as sessões
pedagógicas contribuíram de maneira significativa para o enriquecimento
cultural dessas crianças.”...
Hugo
Malavolta - Secretaria Municipal de Cultura
São Paulo Brasil
...”Queremos atestar
que a CDL emocionou as platéias com sua técnica e poesia,
pelo que cremos que todo apoio institucional lhes deve ser
garantido.
A CDL constitui motivo de orgulho para as comunidades de Portugal e
do Brasil.”...
Sinceramente,
Nara Vasconcelos - Diretora
Teatro José de Alencar – Fortaleza * 2003
---- Original Message -----
To:
cdlisbondanceco@mail.telepac.pt
Sent:
Thursday, March 15, 2007 10:26 AM
em Pretória
Att.
Dando seguimento ao que por outra via já tive oportunidade de lhe dizer pessoalmente,
gostaria por este meio de lhe agradecer o convite que me dirigiu para estar presente num dos
espectáculos que a CDL apresentou na Cidade
do Cabo.
Foi do ponto de vista pessoal muito gratificante ter podido apreciar a beleza do que foi produzido, especialmente
valorizando o lado artístico pelo muito oportuno relevo dado ao encontro de culturas e civilizações de que nós
portugueses fomos percursores nesta região.
Paulo Barbosa
Rui
Horta, Olga Roriz e Vasco Wellecamp foram corridos por José Manuel Oliveira
Rui Horta, 1984 /Maio de 1987, saiu por sua iniciativa.
Excertos da carta enviada de NY por Rui Horta, em Setembro de 1987 :
"
Caro Zé, Só umas breves linhas aqui de New York. Gostei de te ver da última vez em Lisboa...A única coisa que te quero dizer é: Conta com a minha ajuda para o que for preciso. Espero que acertes as coisas com o Mark. Estarei a teu lado para o que necessitares...A única coisa que desejo é ver a CDL de novo a 100%...terei todo o prazer em ajudar-te, conta comigo ! Um abraço amigo do Rui"
Olga Roriz 1993 / 1994 saiu para fundar a sua própria Companhia.
Vasco Wellecamp nunca
pertenceu á CDL
O Palácio
foi cedido à CDL em 1987 e assinado um Protocolo, em virtude da intervenção
levada a cabo pela CDL que travou a degradação do mesmo. Este Protocolo foi,
aliás, uma promessa quer do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, na companhia do Dr.
Vitor Gonçalves, quer dos representantes da Candidatura do Dr. Jorge Sampaio,
aquando das visitas que nos fizeram em 1989, durante a Campanha para as
Eleições Autárquicas. De primeiro em 1991 e em
definitivo em 1993. Válido até
2013.
Imagens da desorganização do espaço – armários de portas abertas e
peças de guarda roupa da CDL espalhados
A CDL nunca sub alugou e em normais condições tudo se mantinha em
perfeita arrumação.
Em anexo Resposta à CML
O Director Municipal da Cultura da CML – Rui Pereira afirma afirma que tem provas que a CDL sub alocava o espaço e só pagava 25 cêntimos, 50$ na moeda antiga e que os bailarinos, residentes entre aspas, pagavam para residir
A CDL nunca sub alugou qualquer espaço e pagava 50 cêntimos, 100$ na moeda antiga. Os bailarinos nunca pagaram para residir. A residência era parte da sua condição como estagiários.
Testemunho de Ana Cabral :
Exmo
Sr. José Manuel Oliveira,
Tendo
sabido que a Companhia de Dança de Lisboa neste momento não tem mais o espaço
onde se encontrava sediada, venho
pela presente dar o meu testemunho sobre o período em que fui parte da
Companhia. Quem sabe isto possa ajudar de alguma maneira
a conseguir recuperar o acesso ao Palácio dos Marqueses de Tancos ou a um lugar
alternativo de onde a CDL possa continuar a
iluminar o espaço cultural do nosso pais e de tantos outros de origem lusofona
ou não.
Quero referir que como bailarina residente considero que o Palácio de Tancos oferecia as condições necessárias para acolher os bailarinos em todos os aspectos. Todos os quartos tinham televisão, existiam salas de convivio, biblioteca e claro o indispensável espaço para a dança e ensaios.
O
ambiente era acolhedor e limpo diariamente.
Em
relação à dança não posso esquecer os memoráveis momentos de convivência
com bailarinos de alta qualidade, quer
nos ensaios quer nos espectáculos levados a público.
Os
espectáculos Cabo da Boa Esperança’ e ‘A Cidade da Utopia’ apresentados
na Africa do Sul, em Cape Town e nos Açores, na ilha de São Miguel e
do Faial foram aplaudidos de pé. O repertório incorpora a musica e cultura
portuguesas na coreografia de forma magistral e única.
Precisamos
de um espaço!
Atentamente,
Ana
Cabral
(actualmete
no Royal Winnipeg Ballet e no Ballet de Espanha a partir de Abril)
e carta de Claude Frisoni:
Companhia de Dança de Lisboa
Monsieur José Manuel Oliveira
Directeur
R. Costa do Castelo 23
P - 1100 Lisboa
Luxembourg, le 16.12.04
Monsieur le Directeur,
Suite à mon agréable visite à votre compagnie, je tiens à vous exprimer mes plus vives
félicitations pour la qualité de votre engagement et de votre travail artistique.
La prestation que vos danseurs ont eu l'amabilité de me présenter a eté exceptionnelle et je
vous prie de les en remercier de ma part.
J'ai été également très impressionné par votre démarche en faveur de jeunes artistes qui
benéficient grâce à votre compagnie d'un véritable tremplin.
J'examine avec mes partenaires luxembourgeois les possibilités dún accueil de la
Compagnie au courant du deuxième semestre de 2005.
Je ne manquerai pas de vous tenir au courant de l'avancée de mes démarches.
Vous remerciant de votre accueil chaleureux, je vous prie d'agréer, Monsieur le Directeur,
l' expression de ma consideration distinguée.
Claude Frisoni
Directeur Géneral
Os
bailarinos viviam em condições degradantes e foram enviados para as suas
embaixadas que os apoiaram
Os bailarinos foram despejados nas Embaixadas que nada fizeram. A CDL
pagou a sua estadia e alimentação entre
29 de Novembro e 20 de Dezembro em Hotel.
A posição seguinte foi colocada a 30 de Novembro de 2007
Em nome da verdade e contra actos atentatórios dos mais elementares direitos, levados a cabo pela Direcção Municipal de Cultura da CML, visando friamente extinguir a Companhia de Dança de Lisboa.
A AM de Lisboa recomendou ao Executivo da CML suspensão do despejo notificado para 21.11.07 e início de negociações com a CDL, tendo em vista o encontrar de uma solução que assegurasse a continuação da actividade da Companhia e da sua Escola.
Sem qualquer contacto para início das referidas negociações e tendo sido suspenso o despejo, a CML levou a cabo no passado dia 29.11.2007, uma acção de despejo da Companhia de Dança de Lisboa (CDL) do PMT onde há 20 anos, após a sua reabilitação, a expensas da CDL, exercia dignamente a sua actividade e aonde se deveria manter até 2013, prazo de validade do Protocolo vigente.
Nesta data fomos alvo de uma agressão, encenada visando espalhar o terror e causar pânico nos bailarinos de três diferentes nacionalidades e visando manipular a opinião pública e destruir a sua imagem digna, pela colocação de títulos como os do Local do Jornal o Público de 30.11.07 - " A CDL despejada do PMT onde se encontrava um amontoado de lixo e cheiro nauseabundo"...., contra a Companhia que honra a sua cidade a nível nacional e internacional. Neste local somos também designados de "fantasmas", tudo isto porque não somos subsidio - dependentes como o autor dessa atoarda e de outros que em 2002 opinaram de igual forma.
Em nome do direito que nos assiste e da completa clarificação dos factos de que não poderemos abdicar, exigimos início imediato das negociações com a CML e reposição das dignas condições que nos permitam prosseguir as nossas actividades, no interesse da divulgação da arte da dança e da criação de público e interpretes.
José Manuel Oliveira - Director
Irina Stupina - Mestre de Dança e Directora da Escola de Dança
Bibi Perestrelo - Professora de Tai Chi
Norma Flores - Bailarina
Não é demais reler os seguintes testemunhos e melhor compreender porque tiveram de recorrer ao terror !....
Consequências da mola "destruidora" que apoia a porta de entrada da EGEAC

e que apesar de redobrados avisos, mantêm em pleno funcionamento !
Nos últimos dias acentuou-se o matraquear, cujas vibrações agravam a destruição do vidrado dos azulejos.
10.03.08