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B. Abordagem intercultural para a Educação

Uma abordagem intercultural para a educação das crianças refugiadas pode ser entendida como estando munida de um conhecimento profundo da sua cultura original, a fim de adquirir um domínio mais completo sobre as suas necessidades e comportamento, e chegar a formas apropriadas de ensino e educação. Este conhecimento não pode veicular uma imagem superficial da "cultura" (p.ex.: só englobar conhecimentos sobre a comida, vestuário e danças étnicas), mas compreender um entendimento mais abrangente que irá afectar todos os aspectos do plano curricular. Esta abordagem aumentará a sensibilização entre os educadores no que diz respeito a questões específicas, como os efeitos psicológicos da "fuga" e suas consequências, em particular para as crianças. Mencionam-se, seguidamente, alguns elementos importantes desta abordagem:

Ensino da língua do país de acolhimento em todas as aulas do ensino regular, usando estratégias mistas de ensino.

"Os alunos refugiados deviam ser colocados, sempre que possível, de acordo com o seu nível e não conforme a sua idade. A idade é o procedimento mais comum na maior parte dos países europeus. Para melhorar a integração, as crianças deviam frequentar as aulas regulares e só excepcionalmente deveriam ser separadas em grupos diferentes". (Painel de Refugiados sobre a Educação).

Haags Centrum Onderwijsbegleiding – Holanda

A HCO é um centro de formação para professores na região de Den Haag, na Holanda. Aqui, as crianças refugiadas aprendem holandês, a ler e a escrever, em de aulas de apoio em cinco escolas do ensino básico. As aulas especiais realizam-se durante a manhã e as aulas normais durante a parte da tarde. As aulas normais incidem, sobretudo, em matérias mais práticas, como a matemática, educação física, artes e ofícios. A autarquia financia as aulas de apoio, pagando o part-time do professor extra.

O professor usa um método pedagógico bastante rígido que desenvolveu em Roterdão, denominado por "Projecto Prisma". Este curso incide sobre competências linguísticas em oralidade e dura 40 semanas. É fortemente estruturado, prescrevendo exactamente os tópicos a aprender diariamente. Conta com vários textos e materiais de apoio. O curso é dividido em oito módulos temáticos (como "a escola", "o corpo", "a natureza") que foram concebidos de modo a cobrir os conteúdos gramaticais e lexicais necessários. A selecção de palavras a aprender em cada módulo é determinada pela frequência com que são usadas no holandês e pela sua utilização pelas crianças. Cada módulo pode ser retomado nos quatro níveis diferentes, permitindo assim ao professor dar aulas a iniciados e a mais avançados ao mesmo tempo. Enquanto o professor está a trabalhar com alunos de um nível, os outros, de níveis diferentes, fazem revisões. Para este fim, o HCO desenvolveu um programa específico complementar de auto-aprendizagem que repete a matéria que a criança já deu. Desde a introdução destas aulas, os resultados indicam que as crianças que frequentaram as aulas de apoio tiveram, nitidamente, um melhor aproveitamento do que as permaneceram nas aulas regulares. As crianças tendem também a sentir-se melhor nas aulas de apoio porque o professor "adivinha" as suas necessidades e inseguranças.

 

Este projecto proporciona às crianças refugiadas recém-chegadas um bom começo para a aprendizagem da língua, sem as separar dos seus pares. Os especialistas mostraram-se extremamente interessados nesta abordagem e reconheceram que, devido à estrutura simples do curso, seria facilmente traduzido para outras línguas.

 

O principal obstáculo à sua implementação, concluiu-se, residia na falta de recursos disponíveis para tradução, adaptação e divulgação do projecto.

"O recurso a estratégias mistas de ensino em todas as matérias curriculares pode causar problemas aos iniciados absolutos e às crianças iletradas." (Painel de Refugiados sobre a Educação)


 

Ensino da língua das minorias

Ensino Pré-escolar Bilingue (Áustria, Bélgica, Luxemburgo)

Trata-se do projecto europeu Comenius a decorrer no infantário bilingue instalado na "Integrationshaus" (residência para migrantes e refugiados com serviços sociais e educativos), sediada em Viena de Áustria, em colaboração com uma escola primária de Viena, o Instituto de Linguísticas Gerais e Aplicadas da Universidade de Viena, o Serviço de Apoio a Trabalhadores Imigrantes ASTI-CDAIC no Luxemburgo, o Instituto de Formação de Professores do Luxemburgo, uma escola primária na Bélgica denominada "Sainte Marie-Fraternité" e a Universidade de Mons-Hainaut na Bélgica.

O projecto tem como objectivo estimular e desenvolver competências multilinguísticas e multiculturais ao nível pré-escolar.

Foram identificados dois factores como obstáculos ao uso das línguas das minorias nas escolas primárias. Primeiro, os pais, em particular os de grupos minoritários, que desejam que os seus filhos dominem a língua nacional antes de entrarem para a escola; segundo, os preconceitos existentes acerca da aquisição da língua (como a crença de que o uso da língua materna irá resultar num menor aproveitamento na língua nacional; que as crianças nacionais estarão em desvantagem se começarem a aprender as línguas das minorias; e que é demasiado exigente para as crianças, neste nível etário, aprender mais de uma língua).

Este projecto decorre de Setembro de 1999 até Agosto de 2000. No primeiro ano, foi implementado em todas as instituições parceiras o uso de línguas adicionais com diferentes estatutos sociais. Foram considerados como pontos de referência os seguintes critérios:

  • as crianças são livres de comunicar em qualquer das línguas;
  • cada professor fala apenas uma língua;
  • as diferentes línguas são encaradas como idênticas, não tendo qualquer delas menos valor;
  • não se tentar modificar a interiorização da língua, em função de uma alegada "progressão gramatical" (i.e., evitando certas estruturas linguísticas).

Em Viena, esta experiência incluiu uma série de 10 seminários para o pessoal e pais envolvidos. Os seminários debruçaram-se sobre as questões teóricas que rodeiam a aquisição linguística, confrontadas com exemplos directos e observações retiradas da experiência e da prática do dia- a-dia.

As recomendações daí resultantes, no sentido de melhorar e de alterar metodologias e/ou actividades, podiam, deste modo, ser directamente implementadas na sala de aula. As crianças têm também duas horas para aquisição de inglês "espontâneo" e o pessoal auxiliar da creche está a aprender francês.

 

Este projecto é considerado representativo de uma boa prática porque está a ser realizado para e com um grupo alvo multicultural.

 

O programa tem como objectivo proceder a uma reavaliação da possibilidade de usar a aquisição linguística para facilitar o desenvolvimento cognitivo e a comunicação social – sendo ambas aptidões essenciais para a criança refugiada.

 

Os resultados deste projecto, extremamente positivos, serão divulgados por toda a Áustria junto das instituições públicas, onde não existem actualmente medidas globais satisfatórias que visem a integração das crianças refugiadas.

 

O ensino de línguas das minorias e o reconhecimento do ensino bilingue são vistos também como uma vantagem por propiciarem uma educação mais ampla aos alunos nacionais.

 

A implementação deste projecto requer grande quantidade de recursos e apoio político entusiástico, o que pode causar dificuldades para implementação geral noutros Estados.

 

Revisão dos materiais pedagógicos existentes e desenvolvimento de novos materiais

Aumentar a sensibilização acerca do EXÍLIO e sobre os refugiados nas escolas de ensino básico e secundário, Conselho Italiano para os Refugiados – Itália

Este projecto inclui actividades com os alunos nas escolas, bem como acções de formação para professores. As actividades foram concebidas de modo a estimular os alunos e os professores a adquirirem conhecimentos e a sentirem empatia pelos refugiados. O projecto dá particular atenção a personalidades exiladas.

Metodologia

Durante a primeira parte do projecto, o conceito de exílio é usado para definir o enquadramento jurídico e social (informação antecedente) das condições de vida dos requerentes de asilo e dos refugiados em Itália; estatuto, família, alojamento, trabalho, saúde física e mental, etc. Ao longo da segunda parte, as actividades procuram explorar conceitos de asilo e encorajar os professores e os alunos a criar empatia com as pessoas exiladas. Nesta parte do projecto, a principal actividade consiste numa sessão onde se lêem e contam histórias. Os filmes e documentários são considerados materiais suplementares de apoio a estas sessões. Como formadores, estão envolvidos no projecto refugiados de diferentes países, embora se tenha em mente que é da maior importância evitar o "voyeurismo" que alimenta mais o superficialismo e emoções sensacionalistas do que uma atitude analítica e crítica sobre questões complexas. Isto significa que o envolvimento dos refugiados vai para além de contar a sua história e a sua experiência pessoal. Como formadores, o seu papel é orientar os professores e os alunos para uma melhor compreensão do exílio.

Os modelos abaixo exemplificam as diferentes abordagens utilizadas:

Modelo I (para professores e alunos das escolas de ensino básico) Sessão: "Contar e Ler Histórias". O tema central desta acção de formação é a "Viagem", escolhido pelo facto de conduzir delicadamente o debate para a "Separação", analisando-se o exílio como uma viagem forçada.

Modelo II (para alunos entre os 10 e os 19 anos e professores do ensino secundário) Sessão: "Direito ao Asilo" e "A Identidade do Refugiado"

Modelo III (para alunos entre os 10 e os 19 anos e professores do ensino secundário) Sessão: "País de Origem; País de Asilo"

Modelo IV (para alunos entre os 10 e os 19 anos e professores do ensino secundário) Sessão: "O Exílio na Literatura"


 

Este projecto analisa o conceito do exílio e introduz as questões, com ele relacionadas, aos professores e alunos.

 

Esta abordagem e sessões poderiam facilmente ser usadas (com algumas adaptações) noutros países como material pedagógico.

 

Estas actividades foram apresentadas em mais de 20 escolas em Itália e ainda há solicitações.

 

Estas actividades envolvem, também, os refugiados, de forma muito cuidadosa e ponderada (ver Envolvimento dos Refugiados na Educação).

 

Foi difícil manter este projecto, apesar da grande motivação inicial dos professores envolvidos. Uma dificuldade que só vem evidenciar porque é que estas actividades deveriam ser incorporadas no plano curricular ao nível nacional.


 

Melhorar as Experiências Pedagógicas das Crianças Refugiadas, Conselho Britânico para os Refugiados (BRC) – Reino Unido

O BRC elaborou uma série de materiais pedagógicos para crianças e professores. Este material é especialmente útil nas escolas com elevado número de crianças refugiadas, pois ajuda a criar um sentimento de solidariedade. É especialmente interessante a produção e distribuição de um livro de leitura e escrita de uma família de refugiados e que, por intermédio da escola, foi produzido e distribuído às famílias.

 

Este projecto desenvolve materiais muito úteis, procurando envolver as crianças, os professores e os pais no processo de aprendizagem da leitura e da escrita.

 

A ideia, em si, seria fácil de implementar noutros países.

Recomendações

 

O ensino da língua do país de acolhimento em todas as aulas do ensino regular (incluindo Matemática e Ciências) é considerado determinante no processo de integração escolar das crianças refugiadas. Isto implica o uso de estratégias mistas de ensino.

 

A implementação do ensino das línguas das minorias no sistema geral educativo deveria ser considerado como uma importante actividade de integração.

 

A retirada das crianças refugiadas do ensino especial deve ser feita com cuidado e respeitando as suas necessidades especiais.

 

Para facilitar a integração das crianças refugiadas nas escolas, é importante que se proceda a uma revisão cuidadosa dos materiais pedagógicos e das metodologias existentes e se elaborem novos materiais e metodologias que tenham em conta as diferenças culturais e aumentem a consciencialização sobre o exílio junto dos alunos e dos professores.


 

C. Formação de professores

Reconhece-se, em todos os países, que é essencial uma maior consciencialização entre os professores e outros educadores acerca das questões enfrentadas pelas crianças refugiadas para que o ensino dirigido a este grupo alvo seja bem sucedido. O professor é um mediador crucial entre a família do refugiado e a sociedade de acolhimento. É ele quem tem mais contacto com o aluno e que poderá influir no progresso do aluno.

De facto, verifica-se uma grande ausência de projectos na Europa consagrados à sensibilização dos professores sobre os problemas enfrentados pelas crianças refugiadas. Isto é considerado um assunto particularmente alarmante em Itália, Espanha e Grécia, onde a consciencialização sobre as razões da "fuga" constitui uma grande prioridade. Os especialistas acham que a formação de professores deveria procurar aumentar o conhecimento e a compreensão acerca do desenvolvimento da identidade das crianças refugiadas e os efeitos sobre a sua educação e aprendizagem.


Produção de materiais pedagógicos interculturais para professores e alunos


Projecto Meet, Cospe (Cooperazione perlo Sviluppo dei Paesi Emergenti) – Itália

O projecto MEET é financiado pelo programa da UE Comenius-Sócrates e é uma iniciativa de educação intercultural destinada a crianças chinesas migrantes na região de Toscana. Prevê-se que, no futuro, este projecto seja alargado, de forma a abranger as crianças refugiadas albanesas. O objectivo é dar preparação aos alunos e professores para que estudem e ensinem num ambiente genuinamente intercultural.

Objectivos para os alunos:

  • vencerem um ambiente etnocêntrico e ficarem perfeitamente munidos de conhecimento e sensibilidade interculturais;
  • valorizarem e estimarem as línguas das culturas das comunidades de imigrantes, promovendo-se uma abordagem intercultural em todas as escolas, com ou sem crianças refugiadas;
  • aprenderem o italiano como segunda língua a fim de estimular o bilinguismo e o plurilinguismo; são organizadas sessões bilingues para todos os níveis, da pré-primária até à escola secundária.

Objectivos para os professores:

  • receberem formação profissional em ensino intercultural e ficarem munidos de materiais de apoio.
  • debruçarem-se sobre as questões da migração e adquirirem um maior conhecimento sobre a cultura chinesa, dialectos regionais, papel da família e da comunidade e sistemas educativos;
  • melhorarem a comunicação entre os alunos chineses e as suas famílias.

Foi elaborado um questionário bilingue para esta iniciativa que será traduzido e adaptado para outras comunidades.
 

 

Este projecto, bem sucedido, pode ser facilmente adaptado para comunidades refugiadas. Nos países da Europa do Sul, como a Itália e a Grécia, os programas de educação intercultural, com particular incidência na formação de professores, são geridos pelo Ministério da Educação.

 

É essencial compreender as diferenças entre as necessidades dos migrantes e as dos refugiados. Deveriam ser desenvolvidos programas especiais para sensibilização dos professores quanto às necessidades das crianças refugiadas, especificamente para evitar situações conflituosas.

 

Formação especial destinada a professores refugiados

Projecto Fenix, Comunidade Local de Landskrona – Suécia

Este projecto realiza-se em colaboração com o serviço local de emprego, o comité de assistência social, o comité local da criança e da escola, a direcção local de educação, a delegação local do sindicato de professores e a Universidade de Malmö (departamento de formação de professores).

Os refugiados com habilitação profissional de professores nos seus países de origem têm sérias dificuldades em conseguir o reconhecimento das suas qualificações na Suécia. Mesmo quando as qualificações são reconhecidas, falta-lhes frequentemente o domínio da língua sueca e inglesa para se candidatarem ao emprego. Este projecto desenvolveu-se com base na actividade bem sucedida de um professor somali admitido pelo município devido às dificuldades sentidas com as crianças somalis nas escolas. A estratégia foi francamente bem sucedida e veio acentuar a necessidade de mais professores das minorias étnicas. O projecto vem dar resposta à seguinte situação na região:

  • falta generalizada de professores;
  • elevada percentagem de alunos estrangeiros nas escolas do sistema geral de ensino;
  • turmas muito grandes, não podendo os professores dispensar atenção suficiente aos alunos.

Está a decorrer, actualmente, um curso especial de formação para professores refugiados que irá formar 20 pessoas (principalmente do Kosovo) entre Julho de 1999 e Junho de 2000.

A formação consiste em 4 módulos ministrados ao longo de um ano, aproximadamente. Começa-se com uma avaliação dos candidatos. Os candidatos bem sucedidos têm formação individual em sueco e inglês, conduzida pelo departamento de educação de Landskrona. O terceiro módulo incide sobre o funcionamento do sistema educativo sueco. No quarto módulo, os alunos são distribuídos entre as cinco escolas da região para se integrarem como membros activos das equipas docentes. Após a conclusão do curso com êxito, os estudantes recebem um diploma para leccionarem a nível local, com a opção de prosseguirem os estudos no departamento de formação de professores da Universidade de Malmö a fim de receberem um diploma reconhecido a nível nacional.
 

 

Este projecto é interessante porque se desenvolveu a partir de uma experiência directa e positiva através da admissão de um professor somali.

 

Dá um bom exemplo de colaboração bem sucedida entre os serviços de emprego e de educação.

 

O projecto serve um duplo propósito: dá assistência aos refugiados com vista ao emprego e satisfaz a necessidade de mais professores das minorias étnicas.

 

Houve uma grande ansiedade quanto ao reconhecimento dos diplomas emitidos nos países de origem dos professores.

 

Sensibilização para as razões da "fuga"

"Un Voyage pas comme les autres", CIRE – Bélgica

A comovente exposição intitulada "Un Voyage pas comme les autres" (uma viagem como nenhuma outra) foi criada pelo CIRE (Coordination et Initiatives pour Refugiés et Etrangers), em 1996, para ser apresentada em Bruxelas. A exposição foi parcialmente financiada pela Comissão Europeia: DGVIII, DGV, DGXXII e alguns outros financiadores nacionais.

O objectivo desta exposição é recriar a viagem de um refugiado, desde o momento em que deixa o seu país de origem até ao momento em que pede asilo na Europa e o processo de reconhecimento. A ideia é, através de um jogo de "faz de conta" com a duração de 2 horas, fazer com o visitante vivencie a fuga, enfrente os obstáculos e sinta a ansiedade por que passa na realidade qualquer refugiado.

No início, cada visitante escolhe uma história (seleccionadas a partir de histórias verdadeiras de requerentes de asilo) e assume o personagem ao longo da exposição sem saber onde é que isso o irá levar: a um centro de detenção, um campo de refugiados, fuga por mar, via aérea ou terrestre, se lhe é concedido estatuto pleno de refugiado, estatuto humanitário ou se lhe é recusado o estatuto. Foram especialmente treinados actores para desempenharem o papel de funcionários da imigração, polícia, etc.

A exposição seguiu para Roma em 1997-98, para Paris em 1998-99 e, presentemente, está na Alemanha (Frankfurt, Bona). Muitos outros países mostraram interesse na exposição, em particular o Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Holanda, Luxemburgo...
 

 

A exposição foi também visitada por escolas durante os dias da semana, o que contribui para aumentar a consciencialização acerca dos refugiados e encetar o debate entre professores e alunos.

 

O custo é bastante elevado: só para alugar a exposição do CIRE é necessário despender 50.000 euros.

 

É necessário uma coordenação nacional ou regional para a exibir, assegurar a selecção e a formação dos actores e, ainda, os aspectos relacionados com o marketing e a publicidade do evento.

Recomendações

 

Um dos meios importantes para uma maior consciencialização dos professores acerca da problemática dos refugiados passa por adicionar aos cursos de formação de professores, que decorrem presentemente nas universidades e estabelecimentos de ensino, um módulo específico incidindo sobre as crianças refugiadas, bem como pela inclusão das questões relacionadas com a integração dos refugiados nas acções de formação internas para professores.

 

Recomenda-se que seja dada maior ênfase à produção de materiais pedagógicos úteis à integração escolar das crianças refugiadas.

 

A fim de usar as aptidões dos refugiados e o seu conhecimento especial sobre a problemática dos refugiados, recomenda-se que lhes seja dado maior acesso a cursos de formação de professores e sejam desenvolvidas acções específicas de formação para professores refugiados.

 

Deveriam ser envidados esforços para maior sensibilização acerca da problemática dos refugiados junto dos estudantes da sociedade de acolhimento com vista a uma melhor aceitação social dos refugiados e dos requerentes de asilo, combatendo-se a xenofobia e o racismo.


 

 

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