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O CRASPEM está instalado na zona vedada do Parque Ecológico de Monsanto, área que ocupa 16 dos 50ha do Parque Ecológico de Monsanto e que por sua vez é uma parte dos cerca de 900ha do Parque Florestal de Monsanto.

Este Centro, que se pretende em continua evolução, tem desde já as condições necessárias para efectuar a recuperação completa de uma significativa variedade de espécies.

Como parte do Parque Ecológico de Monsanto, o CRASPEM será sempre integrado na estratégia de Educação Ambiental daquela estrutura.

Objectivos

O CRASPEM tem como objectivos principais os seguintes:

  • Recolher ou receber os animais silvestres, feridos ou debilitados, com origem na área de Lisboa e arredores;
  • Prestar os cuidados médico-cirúrgicos necessários para a recuperação desses animais;
  • Fazer o desenvolvimento e divulgação, das técnicas de reabilitação e de gestão dos animais em cativeiro.
  • Integrar a sua actividade na estratégia global de Educação Ambiental do Parque Ecológico de Monsanto.

Os Recursos Humanos

Permanentes

Responsável clínico - Drº Pedro Melo

Coordenação operacional - Nuno Ventinhas

Biotério e recuperação dos animais - Engª. Produção Animal, Susana Canto

Manutenção e alimentação dos animais - Miguel Pastor e José Rento

Todos os restantes técnicos do PEM, apoiarão também o funcionamento do Centro.

 

Voluntários

Os voluntários poderão ser um dos elementos fundamentais para apoio às actividades do Centro. Essa colaboração é realizada através do clube do Parque - OS ECONAUTAS.

Toda esta equipa assegurará o funcionamento do Centro, podendo a evolução deste justificar a sua reformulação a prazo.

As Instalações

As instalações do Centro dividem-se em quatro áreas de trabalho, que vão ser concretizadas de forma faseada entre 1997 e 1998, e que são as seguintes:

  • área clínica
  • área de internamento / quarentena
  • área de recuperação de caça e de voo
  • área do biotério

 

Área Clínica

operacao.JPG (6238 bytes)A área clínica é constituída por uma enfermaria e bloco operatório, estando equipada com todo o material clínico necessário para a generalidade das tarefas que ocorrem neste tipo de Centros, incluindo a realização de radiografias, análises diversas, intervenções cirúrgicas, etc..

Área de Internamento / Quarentena

Esta área destina-se aos animais que chegam ao Centro em condições muito graves, e que após passarem pela Área Clínica tenham que ficar sob vigilância permanente (ex: em períodos pós-operatórios).

uci.JPG (20008 bytes)Para estes casos temos as Unidades de Cuidados Intensivos - UCI. Estas são jaulas em madeira, adequadas às diversas espécies de animais, e que lhes restringem os movimentos, impedindo-os de se movimentarem com facilidade e de por isso, agravarem o seu estado clínico. O Centro tem no início 15 UCI, podendo-se construir mais conforme as necessidades.

Para os animais que apresentam problemas de plumagem, ou que estejam a recuperar de lesões, fracturas ou outros problemas clínicos existirão as câmaras de muda, que serão jaulas amplas ao ar livre, onde os animais já se poderão movimentar com facilidade, diminuindo-se assim o stress a que estão sujeitos por estarem em cativeiro. O CRASPEM terá de início 11 câmaras de muda, algumas delas específicas para aves nocturnas; aves aquáticas, marinhas e limícolas, sendo as restantes jaulas generalistas (por exemplo, também para mamíferos).

Área de Recuperação de Caça e Voo

túnel de voo (16742 bytes)Esta área consta de dois tipos de instalações distintas, embora com objectivos semelhantes, que são os parques de reabilitação, e o túnel de voo. Estas instalações deverão estar concluídas ainda durante 1998, ficando equipadas com um sistema interno de vídeo, de forma a perturbar o menos possível os animais e a permitir a sua fácil vigilância e observação pelos visitantes.

O Parque de Reabilitação tem como objectivo permitir a realização de testes às reacções físicas e instintivas dos animais, relativamente às lesões clínicas que os levaram ao Centro. Em cada uma das jaulas existirá só um ou dois, sendo eles alimentados com presas vivas, de modo a ser realizada uma vigilância rigorosa à forma como as capturam, como se comportam em conjunto, etc.. É esta avaliação do comportamento dos animais, que vai permitir concluir sobre a viabilidade ou não, da sua libertação.

Esta é uma fase fundamental de todo o processo de recuperação dos animais, pois não basta eles recuperarem dos problemas clínicos, se entretanto tiverem perdido o seu instinto e técnica de caça, pondo em risco a sua sobrevivência em estado selvagem.

No túnel de voo é realizado o último teste às capacidades do animal para caçar, permitindo que ele fortaleça os músculos das asas (isto obviamente para o caso das aves). Para algumas aves de grande porte, estas duas fases da recuperação serão efectuadas só no túnel de voo, como é o caso das cegonhas; abutres; grifos; águias-de-bonélli, etc.

Área do Biotério

A área do biotério está instalada junto da área clínica e é constituída por vários viveiros de reprodução de presas vivas, para alimentação dos animais. Refira-se a propósito, que a grande maioria dos animais que afluem a estes Centros são carnívoros.

Só a criação de presas vivas permitirá que os animais tenham uma alimentação próxima do natural. Para isso, no biotério serão criados os seguintes animais: micromamíferos; anfíbios; répteis; lagomorfos (coelho); aves ( codornizes e pombos ) e insectos.

 

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