O CRASPEM está instalado na zona vedada do Parque Ecológico de Monsanto, área que ocupa 16 dos 50ha do Parque Ecológico de Monsanto e que por sua vez é uma parte dos cerca de 900ha do Parque Florestal de Monsanto. Este Centro, que se pretende em continua evolução, tem desde já as condições necessárias para efectuar a recuperação completa de uma significativa variedade de espécies. Como parte do Parque Ecológico de Monsanto, o CRASPEM será sempre integrado na estratégia de Educação Ambiental daquela estrutura. ObjectivosO CRASPEM tem como objectivos principais os seguintes:
Permanentes
Voluntários Os voluntários poderão ser um dos elementos fundamentais para apoio às actividades do Centro. Essa colaboração é realizada através do clube do Parque - OS ECONAUTAS. Toda esta equipa assegurará o funcionamento do Centro, podendo a evolução deste justificar a sua reformulação a prazo. As InstalaçõesAs instalações do Centro dividem-se em quatro áreas de trabalho, que vão ser concretizadas de forma faseada entre 1997 e 1998, e que são as seguintes:
Área Clínica
Área de Internamento / Quarentena Esta área destina-se aos animais que chegam ao Centro em condições muito graves, e que após passarem pela Área Clínica tenham que ficar sob vigilância permanente (ex: em períodos pós-operatórios).
Para os animais que apresentam problemas de plumagem, ou que estejam a recuperar de lesões, fracturas ou outros problemas clínicos existirão as câmaras de muda, que serão jaulas amplas ao ar livre, onde os animais já se poderão movimentar com facilidade, diminuindo-se assim o stress a que estão sujeitos por estarem em cativeiro. O CRASPEM terá de início 11 câmaras de muda, algumas delas específicas para aves nocturnas; aves aquáticas, marinhas e limícolas, sendo as restantes jaulas generalistas (por exemplo, também para mamíferos). Área de Recuperação de Caça e Voo
O Parque de Reabilitação tem como objectivo permitir a realização de testes às reacções físicas e instintivas dos animais, relativamente às lesões clínicas que os levaram ao Centro. Em cada uma das jaulas existirá só um ou dois, sendo eles alimentados com presas vivas, de modo a ser realizada uma vigilância rigorosa à forma como as capturam, como se comportam em conjunto, etc.. É esta avaliação do comportamento dos animais, que vai permitir concluir sobre a viabilidade ou não, da sua libertação. Esta é uma fase fundamental de todo o processo de recuperação dos animais, pois não basta eles recuperarem dos problemas clínicos, se entretanto tiverem perdido o seu instinto e técnica de caça, pondo em risco a sua sobrevivência em estado selvagem. No túnel de voo é realizado o último teste às capacidades do animal para caçar, permitindo que ele fortaleça os músculos das asas (isto obviamente para o caso das aves). Para algumas aves de grande porte, estas duas fases da recuperação serão efectuadas só no túnel de voo, como é o caso das cegonhas; abutres; grifos; águias-de-bonélli, etc. Área do Biotério A área do biotério está instalada junto da área clínica e é constituída por vários viveiros de reprodução de presas vivas, para alimentação dos animais. Refira-se a propósito, que a grande maioria dos animais que afluem a estes Centros são carnívoros. Só a criação de presas vivas permitirá que os animais tenham uma alimentação próxima do natural. Para isso, no biotério serão criados os seguintes animais: micromamíferos; anfíbios; répteis; lagomorfos (coelho); aves ( codornizes e pombos ) e insectos. |