
É sem duvida o papel que este tipo de centros poderá desempenhar em termos da sensibilização da população para a temática ambiental, que justifica em grande medida a sua existência. Sendo indiscutível a importância de recuperar aquelas espécies cuja população está ameaçada, também não é menos verdade que muitas vezes se recuperam outras sem qualquer estatuto de protecção e que não estão minimamente ameaçadas. Pareceria assim, numa análise de custos/benefícios e de curto prazo, que essa recuperação não se justificaria.
Serão fundamentalmente os jovens que se envolverão nesse trabalho de recuperação dos animais. Eles são a melhor forma de criar um efeito multiplicador, que leve a que a sua e outras gerações, passem a ver a problemática do ambiente de outra forma. O CRASPEM estará assim, necessariamente envolvido nas actividades de Educação Ambiental do Parque Ecológico, justificando também por isso a sua existência.
Como exemplo de actividades que o CRASPEM poderá desenvolver com a colaboração das escolas, associações, voluntários individuais, etc. temos: alimentar os animais em permanência no centro; limpeza das instalações do centro; participar no tratamento clínico dos animais; alimentação das presas vivas; identificação e marcação dos animais; libertação de animais já recuperados; produção de materiais de divulgação sobre o CRASPEM e as suas actividades; realização de fichas de trabalho; percursos no Parque Florestal de Monsanto; jogos, etc..
Pretende-se também com esses animais irrecuperáveis, realizar acções de sensibilização nas escolas, alertando para a importância da fauna natural para um equilíbrio ambiental saudável. Será a oportunidade de muitas crianças, que por vezes nem uma galinha viva ainda viram, a não ser nas prateleiras dos hipermercados, já mortas e depenadas, poderem ter um contacto directo com águias; mochos; falcões; raposas; texugos; ouriços etc. e assim aprenderem a gostar deles, a respeitá-los e protegê-los. |