Leia aqui a história do nosso parque, descubra quais são os nossos objectivos, e dê uma vista de olhos pelas nossas instalações

 

História do Parque

A história do Parque Florestal de Monsanto está intimamente ligada à da cidade de Lisboa.

Por se encontrar próxima de diversos cursos de água, de boas zonas de pesca e por ter solos férteis, a zona de Monsanto foi ocupada pelo homem desde a pré-história.

Na idade dos metais, os povos viviam da agricultura e do pastoreio e foram-se estabelecendo nas margens do rio Tejo, na zona onde é hoje Lisboa.

O recuo da floresta Com os Romanos, o aumento da população de Olisipo levou ao recuo da floresta primitiva. A zona viu crescer olivais, hortas, trigais e mesmo criação de cavalos durante a ocupação muçulmana.

A grande quantidade de moinhos de vento ainda hoje existente na Serra de Monsanto, deve-se à generalização da cultura de cereais.

O Aqueduto das Águas Livres, mandado construir em 1731 por D. João V, veio resolver o problema da falta de Água e marcou decisivamente a paisagem.

A utilização agrícola intensiva dos solos conduziu à erosão e destruição quase total da vegetação original.

Duarte Pacheco Nos anos trinta, a crescente procura de terrenos para construção levou Duarte Pacheco, então Ministro das Obras Públicas, a recuperar uma ideia que vinha de 1868: a arborização de uma praticamente despida Serra de Monsanto.

Em 1934 é regulamentada a constituição do Parque Florestal de Monsanto e os trabalhos de rearborização são realizados por camponeses e prisioneiros do forte de Monsanto.

Foi o arquitecto Keil do Amaral quem apresentou o primeiro projecto global para o parque, incluindo zonas recreativas e desportivas, algumas delas ainda hoje existentes.

Uma vista de olhos pelo Parque

O Parque tem um perímetro de quatro quilómetros, uma área total de cinquenta hectares, dos quais dezasseis como zona vedada e trinta e quatro não vedados.

Estende-se na Serra de Monsanto, do Alto da Serafina à Mata de São Domingos de Benfica, passando pela quinta dos Marqueses de Fronteira e pelo Campo de Tiro a Chumbo.

O Parque Ecológico dispõe de um Centro de Interpretação, com um Auditório, Área de Exposições permanentes e temporárias, um Centro de Recursos Multimédia, loja, e um bar para receber os seus visitantes.

O Parque Ecológico tem uma localização previlegiada no Parque Florestal de Monsanto - a maior mancha verde da cidade de Lisboa com quase 1000ha.

PARQUE ECOLOGICO O Parque Florestal de Monsanto, possui um coberto arbóreo muito diversificado , com espécies, introduzidas na serra de Monsanto pela necessidade de a reflorestar, e que em função do clima e das suas características geológicas, deram origem a ecossistemas de grande interesse, devido à sua inserção na malha urbana de Lisboa (e concelhos limítrofes).

Os caminhos do Parque Ecológico , permitem-nos observar algumas dessas espécies e os ecossistemas por elas suportados de uma forma lúdica e formativa.

A nossa visita guiada, inicia-se numa zona em que o pinheiro-manso é a espécie dominante, criando condições edáfo-climáticas completamente diversas das observadas nas zonas em que as quercíneas, azinheira e sobreiro dominam.

É interessante verificar como diferem as características ecológicas destas duas formações vegetais: as características do solo, a luz e as espécies vegetais existentes nos estratos inferiores.

Após atravessarmos um pequeno bosque de azinheiras e sobreiros, aproximamo-nos de um observatório que nos permitirá observar o lago e toda a actividade animal associada.

PROJECTOS DE ORDENAMENTO As zonas húmidas são áreas de grande importância ecológica e conservacionista, e estas em particular, são-no para todo o conjunto de espécies faunísticas existentes no parque, criando as condições ideais para a sobrevivência de muitas delas. Na serra de Monsanto, a existência de água no Verão depende de Invernos rigorosos (chuvosos), nos quais os aquíferos são recarregados. Por esta razão, os lagos que observam não são estruturas naturais, mas sim o resultado de um projecto de ordenamento que potenciou as condições naturais existentes, já que as ribeiras do Parque são de regime torrencial, permanecendo secas durante maior parte do ano.

A grande maioria dos animais que se observam são aves, embora os ecossistemas do parque suportem muitas outras espécies faunísticas, como insectos, répteis, anfíbios, e mamíferos.

OBSERVAR OS ANIMAIS A sua observação requer paciência e alguns conhecimentos. Na maioria dos animais é importante estar atento aos vestígios que deixam na mata, como as galhas, os dejectos, as pégadas, as pinhas roídas.

Esta é aliás uma das formas pela qual, a presença do esquilo, espécie introduzida no Parque Florestal de Monsanto em 1993 se torna cada vez mais evidente.

Objectivos do Parque

O Parque Ecológico de Lisboa , é o ponto de encontro para um novo contacto com o ambiente em plena capital portuguesa.

O seu objectivo fundamental é sensibilizar os visitantes para as diversas variáveis que fazem parte do ambiente, por exemplo, a geologia, o clima, a flora, a fauna.

Mas o mais importante é perceber as relações entre os vários elementos e o papel do homem nesse sistema, de forma a criar uma relação duradoura e frutuosa com ele.

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