O essencial da romanização no Algarve

Mapa da região do Algarve com a indicação, com símbolos vermelhos,
dos mais conhecidos sítios que assinalam a presença dos romanos.
ABICADA
- Villa romana da Abicada, junto à confluência
das ribeiras de Farelo e da Senhora do Verde, bem perto de Lagos e nas
proximidades da estrada para Portimão. De acordo com as investigações,
a ocupação deve ter-se dado entre o séc. I e o séc. II.
Da villa apenas se conhece a zona residencial que apresenta dois peristilos,
um hexagonal e outro quadrado, à volta do qual se desenvolvem as salas
e os quartos. Os seus mosaicos são polícromos com motivos geométricos.
Provavelmente, uma das principais produções desta villa era o garum.

Aspecto dos mosaicos da Abicada.
Vista aérea do local de implantação da villa romana
da Abicada.
CERRO DA VILA -
Situa-se a meio da costa sul do Algarve junto a Vila Moura, concelho de
Loulé.
A villa romana do cerro da Vila foi habitada nos períodos romano, visigótico
e árabe, do séc. I a. C. até ao séc. XI d.C.
Dos vestígios arqueológicos destaca-se o núcleo residencial rpimitivo,
junto do porto, que permitiu uma intensa actividade económica e social.
Relacionado com o porto, estão um grande balneário, um certo número
de pequenas fábricas de salga de peixe e um núcleo residencial secundário.
Uma barragem construída pelos romanos a cerca de dois quilómetros,
servia o Cerro da Vila através de um vasto sistema de canalizações de que
ainda restam alguns troços.
São do Cerro da Vila estes belos mosaicos.

VILLA ROMANA DE MILREU
- Localiza-se junto à estrada que liga Faro a S. Brás de
Alportel, a cerca de 9 quilómetros da capital do Distrito.
São ainda visíveis as estruturas de uma casa senhorial de grandes dimensões,
construída no séc. I e remodelada em período posterior, as instalações
agrícolas, um balneário e um templo.
A casa organiza-se em torno de um pátio central, o peristilo, com 22
colunas. O balneário é formado pelo apodyterium, frigidário com
banheira circular, tepidário e caldário.
O mosaico de uma das banheiras tem como motivo a representação de peixes
muito gordos. Pretendia-se com isso que, vistos através da água, os peixes
tivessem aparência normal.

O que resta casa senhorial de Milreu.