"Uma coisa importante para esta entrevista é terem sempre presente que, quando se pede opinião a pessoas de uma certa idade, elas podem confundir a realidade dos outros com a sua. E o facto de estarem a caminhar para o fim condiciona-lhes um pouco o temperamento, a maneira de pensar e de agir. É evidente que, em princípio, para ser bom pedagogo, a pessoa deve esquecer a sua idade, a sua situação, e ser alguém que "vomita" esperanças, para que os jovens se sintam com futuro (futuro que já não prevemos para nós, pois entre os 60 e os 70 anos, por mais saúde que se tenha, estamo-nos a preparar para apear na última estação). Mas parece-me que os jovens de hoje, dadas todas as circunstâncias que os rodeiam, não se apercebem exactamente do valor profundo da vida e das necessidades que esta exige. Vivem um pouco numa fantasia que é organizada para os distrair, dando-lhes oportunidade de se evadirem, esquecendo a sua pessoa como um ser extremamente vulnerável, criando capacidades para uma luta onde não se percebe qual o campo de batalha. A vida é uma viagem e uma luta constante onde se guerreia pela verdade e pelo conforto. Se as paisagens por onde se vai passando não resultam iguais para todos, é porque diferem conforme a cultura e a sensibilidade de cada um. É como, ao olhar uma obra de arte, pelos mesmos factores aprecia-se ou torna-se completamente indiferente...
Sinto que estou num entrecruzar de caminhos: o futuro para os mais novos e o que tenho do meu futuro. Estas duas coisas misturam-se, e já não sei distinguir o meu egoísmo da vontade de ser generoso com os mais jovens. Mas o que é preciso é boa disposição."


entrevista a Gustavo Bastos por Rui Ferro, Vítor Almeida e Marta Lima


Esse ponto de situação leva-nos a pedir-lhe um "balanço" do seu percurso profissional, não só de escultor como também de professor de escultura. - Ferro
Eu faço parte do grupo de pessoas que começaram por querer ser artistas e foram para o ensino a fim de servir os outros e dar satisfação a si próprios. Mas na minha infância era apenas um contemplativo. Normalmente não gostava de executar, de fazer, de operar. Eu gostava mais de pensar e sobretudo de admirar, contemplar e usufruir, e isso era agradável. Todavia, verifiquei que não me levava a parte nenhuma, a não ser que fosse para algum convento. Tive então que forçar a minha maneira de ser, passando de um contemplativo para um falso activo. Mas a melhor maneira de contornar essa dificuldade foi, precisamente, operar no sentido de fazer aquilo a que se chama obra de arte. Produzir imagens que fossem "parentes" de outras imagens, mas que fossem minhas, que nunca tivesse visto. Acima de tudo, eu estava interessado em encontrar artistas com que me identificasse, para que o meu caminhar fosse mais seguro e tivesse obras em que pudesse apoiar o meu estudo. Mas isto das "artes" depende de imensas coisas, desde os contactos que se tem, da família e da base económica...Vocês devem estar preocupados!? Antes já se sabia que havia uma entidade, o Governo, que fazia encomendas. Nós desenvolvíamos uma arte que, tendo de servir determinados fins estéticos, políticos e de ordem social, também nos dizia respeito, porque há valores que são fundamentais. Mas era uma segurança, sentia-me mais produtivo, tinha uma regularidade de trabalho que não me mantinha dependente do que vendia. Há artistas que conseguem ter tantas qualidades que singram além dos conhecimentos que têm, mas depois é preciso tirar rendimento do seu trabalho, ter qualidades como as do empresário e do comerciante.

No texto que escreveu para a exposição dos 215 anos da escola, há uma certa amargura quando fala na ligação da arte ao seu valor monetário, dando a entender que Portugal nunca foi um bom país para as "artes". - Ferro
Portugal nunca foi um sítio para as "artes", porque não tem nem cultura nem dinheiro! Quando era estudante de Escultura, pensava que estava a cumprir uma missão importante, mas quando as coisas se resumiram ao seu valor monetário, fiquei aterrorizado. Para que serve a escultura? Quem a pode comprar? Quanto é que custa? Que despesas é que dá? É uma trapalhada enorme, que não nos deixa tempo suficiente para reflectir na importância da obra que se faz. A arte é uma necessidade de sobrevivência espiritual que se tem. Se assim não for, também não vale a pena. Isto não é só fazer bonecos para serem consumidos pelas pessoas que têm na cabeça e no bolso coisas esquisitas. É claro que é preciso contrariar estes fatalismos! Por exemplo, acho que mais vale ser um bom escultor, embora seja algo que não tem importância na nossa sociedade, do que um mau advogado.

Face a esse panorama, a escola deverá contribuir como um agente activo na resolução dessas contrariedades? - Ferro
Sim! No meu texto, a parte que me parece mais importante, com a passagem da escola superior para faculdade, é o enquadramento social, desde que a universidade a saiba acarinhar. A universidade não pode reduzir a sua intervenção a um esquema racional, mental, intelectual, como noutras áreas, porque deste modo não perceberia a nossa individualidade: como são as artes plásticas, como é que se lá chega e como é que as pessoas podem ser "fabricadas". Por seu lado, o professor, no meio desta complexidade tão grande, terá que ajudar o aluno a desenvolver por si as capacidades que o levem a encontrar-se com o seu tempo, a ter a maleabilidade mental necessária para poder recorrer àquilo que ele é, mas com utilidade pública. Ser útil a si e aos outros, no melhor sentido, e que seja intelectualmente honesto, porque se assim não for não é um verdadeiro artista, mas sim um amador.

Afinal, tudo se resume a questões internas !? - Ferro
Não. A universidade dá prestígio! Pelo menos dantes assim era. Posso estar complexado, porque venho de longe, onde havia uma grande diferença entre aquele que era doutor e o que não era, assim como havia uma diferença entre o arquitecto, o pintor e o escultor. Sobre a situação inventei esta história: quando a dona da casa não tinha leite (e dantes não havia estes leites que há agora), ela tinha que contratar uma ama, que para o ser tinha que ter um filho, para poder dar o leite. Ora bom, o arquitecto seria o filho da dona da casa e o escultor o filho da ama, estando este numa situação muito pior. As coisas, hoje em dia, estão mais equilibradas, mas continuam a ter importância conforme o que se produz e a sua necessidade.

As belas-artes perderam ou ganharam com a separação da Arquitectura? - Ferro
Nós devíamos continuar a ter diálogos com ela. Eu convivi muito com os estudantes de Arquitectura e frequentava os seus ateliers e escritórios. Até havia disciplinas iguais, como o Desenho Arquitectónico. Procurava-se com isso dar ao escultor e ao pintor alguns conhecimentos que servissem para se defender na vida, coisas objectivas fora da pintura e da escultura; assim como dar a equivalência aos licenciados para efeitos de ensino. É nisso que o Estado tem que assumir certas responsabilidades. Não pode dizer: é tudo comerciante, portanto vocês agora que se governem. Tem que haver pessoas responsáveis, tem que haver programas, tem que haver intenções, tem que se realizar coisas e tem que se dar às pessoas a possibilidade de se realizarem em seu favor e a favor dos outros. O poder não se pode baldar para com determinadas classes, só porque não dão imediatamente aquele rendimento que se quer (mas como o mundo é já uma aldeia global, o artista tem que realizar obras com interesse universal para poderem ter valor). Antigamente, construía--se uma obra apoiada numa ideia que era concretizada pelos artistas. Agora, deixaram-nos completamente abandonados. Hoje, qual é a carreira do escultor? Ao recusar-se a ser professor, o que é que vai fazer?

Uma proposta de reforma curricular para as belas-artes foi a de divisão em dois campos: um artístico de investigação e um pedagógico. Acha bem essa distinção? - Ferro
Fazer uma peça reflecte a procura de qualquer coisa que se pretende descobrir. Isso é uma forma de investigação, elaboração mental que não se sabe até onde vai, nem de onde parte. É evidente que se eu estiver despreocupado a inventar formas, volumes, composições e materiais, quem é que me paga isso?
Talvez uma pedagogia que dividisse os cursos em duas vertentes fosse uma preocupação honesta e a favor do aluno.

A favor do aluno, mas podemos dizer contra as artes. - Ferro
O problema está nos que optarem pela via artística. - Vítor

Tanto os que têm qualidades como os que têm menos pensam na sua segurança e é natural que venham a baldar-se para as "artes"! Alguém que se dedique à investigação, se não tem sucesso junto de quem tem dinheiro, e não tendo feito a vertente de ensino, o que irá fazer?
Se nós vivêssemos numa sociedade perfeita, equilibrada, onde houvesse lugar para todos, havia investigação, havia bolsas de estudo, havia sítios para as pessoas estudarem.

E nós, os jovens, o que devemos fazer? - Ferro
Têm que fazer como os outros, têm que ir para o ensino como base da alimentação; depois têm que procurar, dentro das suas capacidades como artista plástico, a realização. E têm que circular, agora, enquanto são novos. Não podem ficar parados! Paradas ficam as pessoas que têm cada vez mais idade. Eu tenho um enorme defeito para os tempos de hoje, ter nascido em 1928. Eu posso estar a ser um fracassado, pois o ensino é uma coisa que perturba um pouco a carreira do profissional de escultura, porque nós estamos sempre a ingressar pelo princípio dos outros, confundindo o deles com o nosso. Portanto, toda uma escala de valores estéticos que tentamos alcançar é interrompida, porque temos que estar sempre nas bases.

Gostávamos que definisse os "tempos de maior ou menor qualidade pedagógica", que refere no seu texto, para concluir sobre a pedagogia actual. - Ferro
A qualidade pedagógica deriva das circunstâncias económico-políticas e sociais do tempo. No caso da pedagogia do Barata Feyo, os parâmetros de qualidade existiam em termos de raciocínio e de sensibilidade, o que anteriormente se reduzia a esta última. Passou a ser importante raciocinar sobre aquilo que se estava a fazer e como se fazia. Mas, para alargar o campo das ambições do artista, era feito com certos intuitos mais particulares, dentro do panorama geral das artes. Tinha uma estética que se referia a um ideal da Idade Média, e a outros com que comungava, como, por exemplo, Antoine Bordel. Pedia o rigor da forma, mas não nos distraía dos caminhos que podíamos trilhar, oferecendo um que, dando para os outros, não quebrava a unidade dos nossos raciocínios. Não pode haver um ensino cuja função seja permanentemente estilhaçar a cabeça do aluno!
Houve qualidade pedagógica. Hoje é capaz de se estar no bom caminho, porque é o justo para o seu tempo, não havendo necessidade de repor coisas. Eu senti-me, realmente, estruturado mentalmente quando fui aluno do professor Barata Feyo. A época era outra, não sendo possível manter-se aquela pedagogia com os alunos de hoje, porque não tínhamos nem a credibilidade nem os horizontes que vos são oferecidos. Supondo uma pedagogia que incidisse no estudo da figura humana de uma forma rigorosa, até ao segundo ou terceiro ano, quem não fosse capaz de realizar um retrato ou uma peça de corpo inteiro, com a qualidade plástica ao nível dos artistas docentes, não poderia passar de ano (chegaríamos a uma situação que excluiria aqueles que foram para a escola sem ser por vocação). No entanto, acabou-se com o estudo do corpo humano nas belas-artes. O que vai para além das suas especializações é um mundo, porque os raciocínios que se fazem sobre o corpo humano e as suas relações são maneiras de agir mentalmente que podem ser aplicadas, por exemplo, à arte abstracta. É necessário que o aluno tenha as qualidades suficientes para compreender, até de uma forma indirecta, que isso é um exercício importante para ele criar a sua obra. Ele tem que ter essa convicção! Se ele desconfiar da pedagogia, não consegue absorvê-la, não consegue entrar lá nada, na sua cabeça e no seu coração, que lhe dê vantagens para o futuro. Fazer escultura ou fazer pintura é uma coisa que leva muito tempo e exige uma certa convicção. Por outro lado, os alunos devem encontrar, nas cadeiras que estudam, professores que se adaptem à matéria. Tem de haver uma honesta distribuição do serviço, e todos os docentes têm que ter no seu pensamento uma estrutura, mais ou menos abstracta, do que a escultura é e o que querem com essa linguagem.

Acha que a escola corresponde às necessidades dos alunos? - Ferro
Talvez não esteja equipada para tanto! Equipamento material e equipamento intelectual!

Essa falta de equipamento não terá como origem o insuficiente desempenho do professor para acompanhar a realidade do aluno? - Vítor
Eu penso que tem que haver cedências de parte a parte, que como finalidade serão úteis nestas duas situações: a escola tem que ter uma estrutura pedagógica, a qual tem que comunicar ao aluno e tem que exigir determinados trabalhos e determinadas fases. O aluno, por seu lado, terá que exigir o respeito pela sua personalidade. Tem que existir um entendimento entre aquilo que se é e aquilo que é o outro; todos têm que se exercitar nesse diálogo. Porque se a escola for simplesmente o terreno para o aluno ir fazer as suas "gracinhas" e as suas "ambições", não lhe está a dar nada, fornece-lhe espaço, o que não chega. O aluno terá que encontrar dificuldades, sendo isso, também, um treino para a vida.

Tudo isto levanta uma questão com interesse: a distância professor/aluno no passado e no presente. - Vítor
O problema tanto pode estar no professor como no aluno. As coisas de tal maneira se forçaram para serem fundamentalmente mentais, que se perdeu quer o hábito de ser operário quer a distância/tempo que leva a concretizar as coisas que se concebe. Uma outra coisa que me parece importante são os objectivos da escola, que pretendem ajudar o aluno a encontrar a sua personalidade e a ser um criativo, sem imposições. A escola é um princípio. Não é pelo facto de se ingressar nela que se é um artista, tendo direito de se receber dinheiro por aquilo que se faz. Há uma preocupação e uma afectação enorme, parecendo que foram todos marcados no acto da inscrição. Tem que ter a categoria da escola! Há alunos que vão para o primeiro ano e logo a seguir metem o papel para serem professores. Nem tiveram tempo para aprender qualquer coisa... Eu penso que a preocupação que deve existir é a de dar uma certa estabilidade ao aluno, preparando o seu futuro. Estruturar-lhe o pensamento de forma a alcançar determinado patamar, para dentro dele poder fabricar os seus sonhos, sendo importante, por isso, haver vários professores, com idades, culturas e maneiras de pensar diferentes. Tem o defeito de poder criar confusão no espírito dos alunos, mas pode ter a virtude de lhes dar uma visão de maiores horizontes. Para obviar a essas diferenças e demasiadas situações contraditórias, terá que haver uma estrutura da escola que todos sejam obrigados a cumprir. E cumprir, convencidos que isso será o que os vai catapultar para uma situação de facto intelectualmente superior. Mas, para se chegar a ser um escultor, evoluindo do nada, seria necessário mais um ou dois anos de ensino... Mas com a relutância dos alunos, só se lhes pode dar um "cheirinho"... Eu procuro dialogar com os meus alunos, o que muitas vezes é difícil. Não insisto, porque da parte deles nota-se uma certa relutância. Se o aluno não ripostar, não procurar o diálogo, numa dada altura o professor acaba por se repetir. Assim, se houver provocação, haverá com certeza evolução! É preciso saber dosear o tempo entre o que o aluno está a fazer e o criticar. Não se pode estar permanentemente a falar, porque o pensamento anda mais depressa que as mãos. Tem que se dar tempo a que o aluno faça uma correspondência entre aquilo que está a realizar, aquilo que pensou, e o resultado do diálogo com o professor. Não pode ser como sentar-me numa cadeira e fazer as minhas aulas lançando conhecimentos sobre como se faz a escultura, e quais os movimentos que existem! Neste ensino há uma correspondência prática que não serve de nada.

Nós desde o primeiro ano, nas cadeiras teóricas, praticamente não abordámos a escultura. - Ferro
Isso é outra coisa que está completamente errada. Antes do 25 de Abril, havia duas cadeiras propositadamente entregues a um pintor e um escultor. Essa era uma forma da história da escultura ser mais contemplada, leccionada por alguém que formulava juízos que, no fundo, eram sentidos na prática.

Acha que se deveria aprofundar o ensino da figura humana? - Vítor
Eu penso que sim, embora isso dê azo a produtos de menor qualidade, porque hoje é muito difícil realizar a figura humana sem que se esteja a copiar outros ou sem que se seja, de facto, medíocre. O aluno pode não vir a ser um "perito", mas terá a obrigação de ser uma pessoa culta na matéria. Isso é já uma vantagem para ele e para a sociedade. Hoje assiste-se a produtos, chamados esculturas, que entram numa mesma rotina, já se sabe como se fazem e qual o seu efeito. Vão chamar-lhes modernas, entitular-se abstractas, vão produzir os efeitos que já à vinte ou trinta anos têm vindo a produzir. Não vão incomodar e também não vão ser incomodadas, sendo muito estimadas por aqueles que têm pretensões a ser escultores. Há várias maneiras de pensar e de ver, não vale a pena argumentar contra as "academias", por caírem numa certa rotina. Afinal, estamos a falar de ensino.

Ainda faz sentido uma cadeira de Anatomia nas belas-artes? - Ferro
Acho que sim! Devia haver uma cadeira de Anatomia que colaborasse com o desenho do aluno, embora se possa abordá-la na disciplina de Desenho, Escultura ou Pintura. Mas seria preciso apenas um ano para compreender a máquina humana e ter uma visão mais objectiva. Não era preciso um professor muito exigente, que fosse ao pormenor, como era no meu tempo.

Se lhe propusessem fazer uma reforma curricular do curso de Escultura, quais seriam as ideias-base? - Vítor
Não chamaria reforma! Seria reestruturar o ensino, pois é um bocado difícil pensar que aquilo poderia ser uma coisa completamente diferente. O que há necessidade é de consciencializar as coisas em termos de pedagogia. Mas é extremamente escorregadio, porque o material é o ser humano, e ao impor regras extremamente rígidas, pode-se destruir. O importante nessa reestruturação é que aquele que procura ensinar não seja apenas uma pessoa de raciocínio, mas sim uma pessoa bem formada. Os mestres eram estimados não só por aquilo que sabiam, diziam ou faziam, mas também pela capacidade de partilhar da vida do aluno. Estes também se aproximavam mais do mestre, procuravam-no. Hoje, ninguém procura ninguém, estão todos mortos por se verem livres uns dos outros e, depois, sentem-se sozinhos.

...Mas afinal o que é que nós vos ensinamos? O que temos para vos oferecer? O que sabemos? Oferecemos esquemas mentais, obrigando-vos - ou melhor, ninguém obriga ninguém - a ser criativos. Mostramos as cartas todas, depois vocês escolhem e fazem as combinações que entenderem. Descobrem a vossa vocação e o vosso temperamento, aprendendo os trunfos para a vossa sobrevivência no futuro.
É esse espírito de sobrevivência, até nas artes, que faz pensar que o professor tem um apreço maior... - Ferro
...pelos bens materiais...
...pela vida do que pela arte... - Ferro
...pela arte como outra forma de vida... Isto está sempre a gravar? Depois vocês só publicam o que não ponha a minha imagem de rastos e que não possa ser usado contra mim!?
Nós podemos andar sempre a olhar para o umbigo e não ligar nenhuma aos outros, mas também não pretendemos "lixar" ninguém! - Ferro
Sim, afinal uma das principais qualidades da juventude é ser generosa. Dar sem saber que por isso poderia receber algo em troca... Sabe, eu gostava de dizer coisas importantes, coisas que vocês nunca tivessem ouvido.

Gustavo (Telles de Faria Correia) Bastos
Nasceu na Figueira da Foz em 1928.
Licenciado em Escultura pela Escola de Belas-Artes do Porto, onde lecciona desde 1962.

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